sexta-feira, 6 de maio de 2011

Nutrição Mental

Nutrimos nosso corpo diariamente, fazendo com que tenhamos energia necessária para desenvolver nossas atividades ordinárias do dia a dia. No que diz respeito à nutrição corporal, as escolhas equivocadas algumas vezes demoram a revelar os resultados negativos, em outras ocasiões os efeitos colaterais aparecem bem rápido. Uma recomendação bem interessante que muitos nutricionistas costumam dar é que "você é o que você come", claro, em termos de nutrição corporal. Se não me engano existe um programa em um canal por assinatura com este mesmo nome.
Com a nutrição mental o processo é bem semelhante, assim como inúmeras outras situações em nossas vidas. Já percebeu como estamos extremamente ligados àquilo que vemos diariamente? A visão é um sentido que geralmente provoca uma a impressão que fica mais fortemente gravada em nossas memórias, seja boa ou ruim. Ao se presenciar um assassinato ou um acidente com vítimas, a imagem fica na memória em forma de trauma. Quando visitamos lugares de paisagens paradisíacas inevitávelmente as imagens ficam gravadas em nossas memórias, e tudo isso faz com que a palavra "inesquecível" ganhe um sentido realmente significativo.

Quando o assunto toma uma conotação espiritual as similaridades são extremamente válidas. Determinadas "cenas" nos chamam muita atenção e ficam gravadas em nossas mentes e deixam aquela sensação de necessidade de "revisita", e a influência que estes eventos causam em nossos espíritos muitas vezes são subestimadas. Acredito que, nos dias de hoje, a Internet e os programas de televisão são a fonte primária deste tipo de imagem; sites de conteúdos inadequados para menores, programas policiais, os tão famosos reality shows, programas que falam da vida alheia com suas histórias sensacionalistas e "barracos" são alguns exemplos. Certamente nem sempre temos controle sob tudo que está sob nossas vistas, mas podemos determinar aquilo que queremos e não queremos ver e assimilar. Sim, ver e assimilar são eventos distintos; ver não implica em assimilar, podemos perfeitamente descartar aquilo que vemos e que jujgamos desnecessário e, consequentemente, assimilar aquilo que é bom e agradável, do ponto de vista Cristão. Espiritualmente falando, muitos de nós ignoramos a presença de influências externas vindas do mundo espiritual (ou invisível), com entidades com as quais nos sintonizamos, de acordo com os pensamentos e afinidades que possuímos, sofrento obsessões das mais variadas modalidades.

Uma pausa neste momento para aqueles que pensaram: como assim? influências externas? espíritos? Balela! Bem, se você chegou até aqui, com certeza carrega uma boa dose de curiosidade dentro de si, para mim é mais do que suficiente e, acredite, eu já passei por isso e me sinto longe de ser conhecedor de alguma coisa, mas já me considero um aprendiz interessado, e aqui estou eu compartilhando o pouco que possuo com você. É um bom ponto de partida ser curioso, aliás, é fundamental ser curioso e questionador para quem quer conhecer mais sobre a doutrina Espírita, pois o espírita que se preza questiona e tem senso crítico, não se deixa levar por qualquer informação ventilada por aí, Allan Kardek nos faz inúmeras recomendações neste sentido nas obras básicas do Espiritismo. Todos têm o direito de acreditar naquilo que pensam ser mais adequado, e concordo plenamente com isso (aliás, acho fundamental), mas faça um favor a si mesmo: questione, estude, pesquise, converse a respeito; quando temos esta atitude edificamos uma fundação sólida para tudo aquilo em que acreditamos.

Voltando à nutrição mental, nos dias atuais poucos de nós abrimos um jornal, geralmente ligamos o computador ou qualquer dispositivo móvel para consultar nossos sites preferidos na Internet e, fazendo a comparação com o velho jormal (onde selecionávamos a seção de espostes, política, classificados, etc.), em qual "seção da Internet você costuma ser visitante assíduo? Endereços que fornecem notícias do dia a dia da política e economia do país, informações polícias, aquele programa reality show, novelas ou até mesmo um site com imagens e vídeos "proíbidos" para menores de 18 anos? Note que, não se trata de uma crítica às suas preferências ou de uma definição de qual conteúdo é saudável ou inadequado, é apenas uma questão de pensar a respeito do conteúdo com o qual estamos nutrindo a nossa mente, pois certamente nos lembraremos destas informações e imagens em um futuro próximo, e isso provocará a necessidade de buscar mais nesta fonte (é difícil beber de uma fonte que julgamos agradável e não voltarmos para repetir a dose, não é mesmo?). Daí devemos nos perguntar: com que nível de qualidade estou nutrindo a minha mente? lembra da similaridade com a nutrição corporal? qual a diferença que este tipo de conteúdo vai fazer em minha vida, no meu dia a dia? Quão construtivo é este conteúdo? Experimente, em primeiro lugar, mapear mentalmente o conteúdo que está povoando a sua mente, faça uma análise - ainda que superficial - a respeito dos benefícios que esta nutrição está trazendo para a sua mente. Talvez exista a necessidade de mudança após esta análise e, após chegar a esta conclusão percebe-se que a caminhada está apenas começando, mas que as sandálias nas quais nos propomos a calçar nos levará muito, mas muito longe mesmo, na direção de sua própria ascenção espiritual, na direção do Cristo.

Nutrir o corpo é bem parecido com nutrir a mente, pense nisso.

Um comentário:

  1. Fui cristão desde que nasci, mas depois deixer de sê-lo por razões ideológicas bem claras e definições políticas que me foram traçando a vida, os estudos, as leituras, as experiências, a idade. Claro que temos que alimentar o nutrir o corpo e o espírito. Claro. Mas temos que ter o especial cuidado em analisar com profundidade os condicionamentos ideológicos que temos em tudo, ou em quase tudo, inclusive, nos ensinamentos bíblicos e nas linguagens cristãs. Estudo os paradigmas da ciência e um dos mais criticados é, justamente o judáico-cristão, por uma série de razões, por exemplo: a) o cristianismo defende a ideia de unidade, de concentração do poder, da vontade e da decisão, estando tudo nas mãos de um Deus sábio e que tudo comanda e tudo sabe, cabendo a nós, aos homens e mulheres mortais comuns, apenas obedecer, cumprir desejos, para ganharmos o céu. Para o quê, estamos, por osmose, prontos para atender a patrões exploradores, governos ladrões, pois, como Deus, são poderosos, concentram o poder em suas mãos e sabem o que é melhor para nós. E isto constitui um crime psicológico sem precedentes contra a humanidade. b) o cristianismo é machista, pois inculca, ainda que, subliminarmente a ideia de um Deus masculino, macho, homem. Porque Cristo tinha que ser homem? Não poderia ser uma mulher ávida, crítica, sensível, inteligente? Deus que é tão sábio não desconfiou que reforçando a concepção fálica do mundo, com um Cristo macho iria reafirmar um conjunto de desgraças que temos hoje frente à ciência e a tecnologia feita pelos homens? Etc. Não me venha com aquela ideia de que a mulher não seria aceita naquela época. Onde estaria, no caso o poder de Deus para desfazer este enígma? Ele não é tão poderoso assim?
    Escrevi no meu blog duas matérias: Jesus Cristo: este desconhecido e a outra: Que Pai Nosso é este? Dê uma lida e vamos trocar ideias: www.mudandoparadigmas.blogspot.com Sou mais Joseph Campbel que afirma que só evoluiremos quando derrubarmos para sempre todos os mitos. O resto é alienação, é ingenuidade intelectual para manter os ricos ricos e os demais na fome e na miséria. Pense nisso meu rei. Acredito em Deus como forma de alguma energia feminina e sei que ela um dia irá nos cobrar.... Vamos trocar a bíblia por um bom e confiável tratado de física quântica. Precisamos evoluir.

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